Técnica da Completude: Curar seu Passado e Mudar seu Futuro

Foto por lucas souza em Pexels.com

Tudo o que acontece em nossa vida, do grande ao pequeno, pode agitar algo em nós e levar à impotência e à incompletude. Se o seu pai bateu em você ou se você pediu ao seu irmão para compartilhar o doce dele e ele recusou, ou se do contrário alguém obrigou você a compartilhar o seu doce quando você não queria, e na sequência fez você se sentir envergonhado por não querer dividir! Realmente não importa muito qual foi o incidente, importa como isso fez você se sentir e as conclusões que você decidiu nesta situação. Então podemos ter a sensação de impotência tanto quando queremos que alguém divida algo conosco e essa pessoa não o faz, (sentimento de injustiça), quanto quando somos obrigados a dividir algo que era nosso e queríamos só para nós. E piora se fomos julgados pela postura do não, onde a criança vai se sentir reprimida em sua vontade e invadida em seu espaço, pois o limite imposto através do “não divido”, não foi respeitado e além disso o impulso foi reprimido. Você não quer ser mau, ninguém quer ser o vilão, mas se pra te convencer foi dito que quem não divide é mau, você se sente na obrigação de dividir de forma material, no mundo externo, e no mundo interno gera um conflito, onde uma parte sua ataca outra parte sua e esse conflito fica sem resolução. Tudo que se forma na experiência, percepções, julgamentos, emoções ficam registradas e ressoam manifestando-se, projetando-se no seu presente, e então através das mesmas crenças e filtros cria-se e olha-se a experiência. E cada um de nós responde de maneira diferente e chega a conclusões diferentes. Para uma pessoa, o irmão que recusa o doce simplesmente não importa; para a outra, um forte sentimento de rejeição acontece e a cognição de que outras pessoas são más e só pensam em si mesmas. Infelizmente, essas idéias ou cognições vivem dentro da pessoa pelo resto da vida, essas idéias são a causa raiz de todas as coisas que dão errado em sua vida quando criança, como adolescente, como adulto, como homem velho e até seu último suspiro.

Incompletos são momentos de impotência, “eu não sou capaz de fazer nada nesta situação”que ainda não foram concluídos. Esses momentos ainda carregam dor, confusão, tristeza, culpa ou qualquer outra emoção, mas principalmente impotência. 

A técnica da completude é muito antiga, descrita pela primeira vez em um antigo texto védico (hindu) Vijnana Bhairava Tantra, verso 22. O próprio Mahadeva, o próprio Shiva, dá essa técnica a Parvati em Shiva Agama. Shiva Agama é uma grande literatura – as técnicas que o próprio Mahadeva ensinou a Devi Parvati.

Ao contemplar esse caminho em seu espaço interior, desidentifique-se das impressões passadas e das lembranças da incompletude. Coloque sua atenção ativa no espaço do passado, reviva essas impressões imaginadas e memórias de incompletude. Então o material mental, tendo cessado completamente de suas características atuais de formação de padrões de pensamento e cognições, é completo. Assim, você se torna completo e alcança o espaço original da conclusão completa. –ShivaJnana Upanishad, Vijnana Bhairava Tantra – versículo 94, 22ª técnica.

A conclusão, ou ‘Purnatva‘ em sânscrito, é a verdade eterna última da Existência. Que haja paz no meu espaço interior, paz no espaço exterior, paz no Cosmos.

Para colocar de uma maneira simples: é uma técnica para curar essas emoções incompletas. E uma vez que essas emoções são concluídas, quaisquer percepções, quaisquer cognições que ficaram presas ao seu espaço interior no momento desse incidente (a vida é cruel, as pessoas só se importam com elas, a vida é injusta, é perigoso ser feliz, alguém pode tomar algo de mim) simplesmente desaparece . 

Reviver o seu passado, com um novo entendimento, decidir não repetir erros, incompletos e padrões do passado novamente no futuro é a conclusão.” – Paramahamsa Nithyananda

Atécnica consiste em REVIVER A EXPERIÊNCIA com a mesma impressão, ou seja como aconteceu quando você tinha 1, 2 ou 7 anos. Reviva como se você tivesse aqueles anos, permitindo emergir todas as emoções da criança naquele exato momento.

Reviver é diferente lembrar, lembrar é superficial, você lembra que quando tinha sete anos tomou uma surra, mas reviver a surra tendo sete anos é outra coisa, a mesma mente, a mesma energia, a mesma consciência, a mesma inteligência, a mesma identidade. Quando você revive até que se complete, você então esquece. Não precisa se reconciliar nem perdoar, só dissolver. Você permitirá que isso deixe seu sistema nervoso. Você permitirá que isso derreta através do seu sistema nervoso. Você permitirá que isso limpe seu sistema nervoso.

Comece pelos padrões repetitivos que observa em sua vida, enquanto não completá-los vai projetá-los no presente e no futuro. Depois que um incompleto é descoberto, ele pode ser concluído. 

Volte a esse momento no tempo e reviva-o com todos os detalhes, onde você estava, com quem, o que estava sendo dito, como se sentiu sobre isso, veja quais ideias você dá a si mesmo, o que pensa sobre você, sobre a vida e os outros.

 Você pode Primeiro, escrever tudo isso. O mais detalhado possível. Em seguida, sente-se com as costas retas, feche os olhos e reviva a situação pelo menos cinco vezes. Permita-se viver através das emoções desses momentos. Apenas o reviver será suficiente para completar as emoções incompletas e para que as cognições e crenças desapareçam, se tornem irrelevantes. Continue revivendo até que as emoções estejam completas, a situação não é mais tão importante para você.  Tudo se abrirá, tudo sairá do seu sistema. Quanto mais essa impotência deixar seu sistema, mais você será feliz, mais completo. Um por um, apanha cada incidente, cada incompleto, revive cinco vezes e passa para o próximo.

Se você sentir necessário converse consigo mesmo, com o eu daquela experiência, não se julgue pelas suas reações ou ações diga: “Isso aconteceu porque aconteceu! Eu reagi dessa maneira porque reagi dessa maneira! ” “Eu dei conta como pude”. Olhe para você com amor.

Uma das técnicas que Nithyananda ensina é a Sva-Poornatva Kriya onde você declara para si mesmo: ‘Agora estou em poornatva . Estou me comprometendo a ser completo e a causar conclusão para mim e para a vida. Estou me enriquecendo e levando a vida com perfeição. Então você senta consigo mesmo de frente ao espelho, olha nos seus olhos, vendo aquele eu criança…de 1, 2,3 anos que é a metade incompleta de você. Conecte-se com ela e reviva a experiência em questão. Então, fale em voz alta com a pessoa no espelho até sentir que a conclusão está acontecendo tanto para você quanto para a pessoa no espelho.

Faça para seus relacionamentos, comece com a sua mãe, chame a presença dela no espelho e converse com ela sobre todos os momentos incompletos até senti-los completos, depois com seu pai, com seus irmãos, com quem mais for necessário.

Pratique com a infância, pratique com o que aconteceu ontem ou agora a pouco, com aquilo que está incomodando você.

A conclusão é um espaço ou estado de ser onde nenhum evento negativo, emoções, padrões de pensamento ou comportamentos do passado podem nos dominar no presente ou no futuro.  Nada muda até que você realmente o pratique.

Lembre-se, essa não é uma verdade absoluta é apenas uma abordagem, se fizer sentido para você use-a. Ferramenta inútil é a que você não usa! Eu te desejo paz sobre todas coisas.

G’ ♾ interconexão


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