A Medida que eu me Desperto, Desperto você…Nós Despertamos

Acreditamos muitas vezes que estamos no mundo a serviço do outro, que precisamos contribuir com os outros, ou não seremos bons o bastante. Até um certo ponto tudo bem, considerando que vivemos em sociedade e dependemos dessa troca todos os dias, contribuir para o outro é positivo, se contribuo para um mundo mais preservado é bom para mim e para os outros, se contribuo para um mundo mais pacifico é bom para mim e para os outros.

Mas de que “lugar” fazemos isso? Da obrigação de que precisamos ser bons para agradar a Deus? Para sermos bem vistos e aceitos? Para pertencermos? Qualquer que seja a resposta continua e sempre continuará sendo egoísmo… Controverso não? Um altruísta atuando a partir do egoísmo? É assim mesmo…sempre há alguma coisa no nosso interior que nos move, o desejo de ser “bom” vem de algum lugar dentro de nós que diz que isso será benéfico para nós! Funciona assim mesmo quando você faz o que considera um sacrifício em prol do outro. O ato mais altruísta que você já teve na vida foi “egoísta” também. Talvez não aparente na materialidade do mundo tridimensional que vivemos. Mas vontades, ímpetos, decisões, motivações vem de dentro de nós e nem sempre sabemos a origem, apenas julgamos com o filtro da dualidade, bom e mau, certo e errado.

Digo isso apenas para explicar que se você acha que faz pouco, que não esta servindo o bastante, e se culpa por isso entenda que isso é apenas uma interpretação! Se você não acorda as 6 hr da manhã pra servir café para os moradores de rua, não quer dizer que você não seja bom e não possa “servir”. Apenas que no seu interior não tem uma programação incentivando, gerando vontade de fazer isso, porque não registrou que isso é benéfico para você, não registrou ganhos. E aqueles que o fazem, abençoados sejam, tem um registro que sim, há ganhos, então há vontade. Entendeu?

Mas aí olhamos para eles com admiração ou ressentimento? Porque não conseguimos ser tão bons, tão marcantes, fazer diferença na vida do outro… Pense nisso de modo geral, qualquer coisa que você não consiga se colocar a fazer e vê alguém que faz com facilidade…Como se sente em relação a essa pessoa? Se é mau, sua maior contribuição a si mesmo e a ela é olhar para isso, investigar a origem e transmutar os sentimentos. Você faz isso olhando para ela? Não, é para si e por si mesmo! Mas a contribuição energeticamente falando é uma consequência. Comece por se abrir para entender que aquela pessoa tem uma programação interior onde aquilo é para ela um ganho e ela pode ou não estar consciente disso. É uma forma de amor? É pode ser! Pode ser que ela tenha registrado que doar-se dessa maneira é amor e isso traz amor de volta. Você da amor porque quer ser amado. E da o amor que conhece e tem.

O que você registrou como amor no subconsciente pode não ser o que você acha hoje que é amor. Assim como aquilo que registrou como maior contribuição ao outro pode ser o oposto que acha hoje. Talvez para o seu subconsciente o maior ato de amor é deixar as pessoas levantarem sozinhas, ou é derrubar para que ela então o faça. Esses registros são feitos desde o útero, ou seja, segundo a teoria do desenvolvimento cognitivo de piaget fizemos essas primeiras interpretações do mundo com o pensamento concreto, sem a capacidade da mente abstrata que que analisa vários fatores, que explora possibilidades. Qualquer ideia ficou registrada como verdade absoluta. Como concreto.

Libere a culpa de ser “egoísta”.

Você não precisa achar que é pecado ser egoísta, todos somos, e o “melhor” de nós também é. Cada um faz o seu papel seguindo as suas motivações interiores, ainda que não percebamos afinal são programações, elas são sim egoístas. Apenas não no sentido que aprendemos a ver o egoísmo, o julgamos mau e errado, não queremos olhar para ele e não queremos jamais ser taxados de egoístas, entretanto nossa programação primária de sobrevivência tem toda sua base no egoísmo. E tudo bem, afinal todo ser humano funciona exatamente igual. Só parece que não, quando julgamos as pessoas dualmente no mundo material.

Então espiritualmente falando, se você apenas trabalhar em sua própria evolução, em resolver suas emoções internas, em descobrir porque você não consegue fazer aquela coisa que gostaria, é bom o bastante. Porque se somos interconectados quando um desperta todos despertamos um pouco. Quando você trabalha em si mesmo em estar mais consciente dos seus pensamentos e sentimentos troca informações com o campo magnético de todos, e esse pode ser o seu papel de contribuição.

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O imã de sua condição búdica o puxa para dentro de si e a sede que é criada por causa das decepções na vida o faz pronto para buscar. Você olhou ao redor e não encontrou nada. Você tem estado sedento e sedento e sedento e tudo falhou, todas as promessas estão quebradas. Então chega um momento, você começa a olhar para dentro de si. "Você olhou para fora o suficiente, dê uma chance para o interior" – essa ideia surge automaticamente é o seu buda inato puxando você. E quando você olha para dentro, ambos começam a funcionar juntos, se aproximando um do outro. A meio caminho eles se encontram. Um provérbio sufi é: "Se você dá um passo em direção à verdade, a verdade dá mil passos em sua direção". Nenhuma outra dinâmica é necessária. Tudo que é necessário é uma clareza sobre a decepção no mundo exterior e uma inteligência para lembrá-lo que você não buscou dentro. Apenas essas duas coisas são necessárias. Uma investigação sedenta e o Buda está sentado lá como um grande ímã puxando você em direção a ele e também se aproximando de você. O encontro está sempre no meio. Eu ajudo você a ir para dentro em busca de seu centro interno. Esse é o centro onde você vai encontrar o Buda. Ele sairá do tesouro escondido de seu ser para recebê-lo no portão. O centro de seu ser é o portão do cosmos." Osho

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Quando você trabalha no seu mundo interior e foca em você, isso é considerado egoísta e ainda assim é um serviço ao todo. Quando você libera alguém dos seus julgamentos isso é extremamente benéfico para você, e o outro vai sentir também. Partículas de consciência são trocadas em um nível que na maioria das vezes olhos humanos não podem ver.

Ninguém é melhor que ninguém, a medida que um se desperta, desperta a todos…

E veja o despertar não é um evento isolado, é um desenvolvimento continuo, dia após dia, pensamento após pensamento, partícula por partícula.

Trabalhar em si mesmo, no seu autoconhecimento e desenvolvimento interior é um serviço ao todo. É a sua contribuição, e se a partir desse trabalho você se tornar mais propenso a caridade, tudo bem, se não, tudo bem. Mas se você se tornar mais pacífico dentro de você o mundo a sua volta também se torna, se você se tornar mais amoroso isso toca o mundo a sua volta, se você se tornar mais alegre o mundo também, se você brilhar o mundo a sua volta se ilumina! Tem uma frase de um filme cujo poema completo está no inicio deste texto que diz :

Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo. Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros.

A Media que eu me Desperto, Desperto você, a Medida que eu Me Desperto nós Despertamos Através da Interconexão.

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