O Sagrado Feminino; Os Ovários Na Metafísica

A Interconexão do sintomas físicos e psicoemocionais

“Metafísica” é o título de uma obra de Aristóteles composta por quatorze livros sobre filosofia geral.

O significado da palavra Metafísica é: Meta = além e Física = matéria, ou seja, tudo o que está além do físico e seus aspectos causais e não simplesmente aquilo que estiver além do fato em si.

A metafísica parte do princípio de que é a alma quem organiza a matéria e não a matéria quem cria a essência. O que diferencia a metafísica das ciências particulares é que a metafísica considera o “inteiro” do ser total enquanto as ciências particulares estudam apenas “partes” específicas do ser.

Segundo a Metafísica da Saúde, os potenciais femininos estão associados às condições do aparelho reprodutor. De modo geral, a aceitação das suas próprias características femininas e a autoestima são componentes emocionais decisivos para a saúde dos órgãos reprodutores femininos. As funções de cada órgão equivalem a determinados talentos e aspectos da mulher, como a seguir.

OVÁRIOS

São órgãos pares que produzem óvulos depois da puberdade. Frequentemente nos referimos a eles como os principais órgãos reprodutores da mulher.

A atividade dos ovários é controlada pela hipófise. As principais funções dos ovários consistem no desenvolvimento e expulsão do óvulo feminino, bem como na produção de hormônios, cujos principais são o estrógeno e a progesterona.

No âmbito metafísico, o ovário corresponde à capacidade criativa da mulher. Criatividade é a capacidade de administrar os imprevistos, encontrar maneiras de superar os obstáculos do cotidiano e alcançar os seus objetivos.

Para que a criatividade se manifeste é necessário estar ligado ao presente, ser espontâneo e não temer errar, expondo-se livremente.

Não se pode ter receio de ferir suscetibilidades nem tampouco ficar constrangido perante os outros.

Quando a pessoa busca alternativas para solucionar as situações, ela está se abrindo para a manifestação de sua criatividade.

As idéias que se tem acerca de como sanar um problema podem não resultar em soluções imediatas. Mesmo assim, é deixar que elas fluam espontaneamente, para que novas idéias possam vir, a fim de resolver a situação.

Muitas mulheres se atêm mais à concretização de suas idéias do que à capacidade de tê-las. Isso faz com que se sintam frustradas por não conseguirem concretizar imediatamente seus intentos.

Vale lembrar que nem sempre uma idéia é viável para aquele momento; isso não significa que se deva bloquear o fluxo criativo. Dentre tantas suposições podem surgir grandes sacadas. Ao nos tornarmos criativos damos abertura ao fluxo dos conteúdos internos, permitindo à inteligência emergir no consciente.

Não se desenvolve a inteligência sem dar vazão à criatividade.

No tocante à função física e metafísica dos hormônios produzidos pelos ovários, destacam-se os seguintes aspectos:

O estrógeno é responsável pelo controle e desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da mulher, tais como: o aumento de volume das mamas, a armazenagem de gorduras nos quadris e nas nádegas, a fixação de cálcio nos ossos, além do crescimento dos pêlos axilares e pubianos. Ele também promove o crescimento da mucosa que reveste a parte interna do útero.

Metafisicamente a produção desse hormônio relaciona-se com a aceitação da feminilidade.

A mulher que é bem resolvida na sua natureza feminina, que vai em busca de seus objetivos, sentindo-se segura de si e em condições de ser bem-sucedida na vida, mantém o nível de estrógeno em equilíbrio no organismo.

Quanto à progesterona, ela diminui fisiologicamente a frequência das contrações uterinas para favorecer a implantação do óvulo, caso ele seja fecundado naquele ciclo, dando início ao desenvolvimento do embrião.

Além disso, a progesterona estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias. Esse hormônio é responsável pela procriação na mulher.

Metafisicamente, quando a mulher preserva sua natureza de ser, cultiva os laços afetivos com as pessoas da convivência, dedica-se a melhorar as condições do meio em que vive, sem perder o referencial de si mesma, solidificando seu caráter, suas taxas de progesterona permanecem dentro da normalidade.

SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO

CONFUSÃO MENTAL. DIFICULDADE DE EXPOR SUAS IDÉIAS.

É um distúrbio que envolve a função do hipotálamo e da hipófise, causando a ovulação crônica. Pode estar envolvido com a obesidade e a suspensão da menstruação (amenorréia) ou, em vez disso, surgir sangramento uterino irregular.

Provoca o surgimento irregular de pêlos no corpo.

As mulheres afetadas por essa disfunção ovariana possuem uma boa capacidade criativa.

Quando é para aplicá-la em benefício dos outros, imediatamente viabilizam excelentes idéias para sanar os problemas alheios; mas, em se tratando dos emaranhados que afligem a si mesmas, nada conseguem fazer para solucioná-los.

Existem sentimentos ambivalentes nessas mulheres; elas sabem que podem fazer muito em benefício de uma situação, entretanto, não colocam em prática suas idéias.

Pensam em diversas possibilidades, mas não conseguem concretizar nenhuma. Têm medo de errar, de ser criticadas ou reprovadas por aqueles que estão a sua volta.

Há momentos em que não sabem o que fazer, num outro instante ficam repletas de perspectivas, querendo fazer tudo ao mesmo tempo. Falta-lhes o bom senso no emprego de sua capacidade criativa.

A confusão mental é a maior responsável pelo bloqueio da criatividade.

Não ficam atentas às situações presentes, deslocam-se ao passado, lembrando dos fracassos de outrora e imediatamente projetam-se para o futuro, preocupando-se com os resultados daquilo que fizerem hoje.

Essa desordem dos pensamentos reduz sua concentração, dificultando a manifestação da sua criatividade.

Organizar-se interiormente é indispensável para essas mulheres. Procurar fazer cada coisa no seu devido tempo; não se lamentar por tudo que fizeram ontem, nem tampouco se programar para o amanhã.

O mais importante é serem presentes e atuantes na realidade. Deixar fluir livremente as idéias pertinentes aos fatos que se desenrolam a sua volta.

Também não devem se culpar pelos problemas. O fato de não conseguirem solucioná-los não significa que são responsáveis por eles existirem.

A culpa e a autocobrança agravam ainda mais suas dificuldades em lidar com a criatividade.

O sintoma de sangramento uterino, comum nas mulheres afetadas pelo ovário policístico, revela o quanto elas estão perdidas e desorientadas mentalmente.

Distantes de si mesmas ao ponto de não saberem ao certo se devem mesmo fazer algo em benefício próprio. São tão reprimidas que não sabem ao certo qual o seu papel na vida.

Ficam perdidas todas as vezes que vão fazer algo por si, ou quando tentam fazer as coisas do seu jeito.

CISTOS de OVÁRIO

CRIATIVIDADE SUFOCADA. CULPA PELAS IDÉIAS QUE DERAM ERRADO.

É uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor do ovário, podendo provocar dor na região pélvica, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar.

Metafisicamente, os cistos de ovário representam a contenção da energia criativa.

O recalque da criatividade pode ocorrer numa mulher que não se julga capacitada o bastante para criar algo de proveitoso para o seu meio, restringindo sua participação ativa no ambiente.

Delega aos outros o poder de decisão. Não assume uma postura diante dos problemas. Quando se vê cercada por alguma dificuldade, recorre às pessoas do convívio para que solucionem as dificuldades que ela tem na vida.

Trata-se de mulheres dependentes dos outros, que se sentem frustradas e sufocadas, não conseguindo manter um bom desempenho nas questões mais delicadas que surgem no seu caminho.

Esse estado emocional foi desencadeado pelo fracasso das idéias; suas sugestões foram o principal fator desencadeador de uma série de transtornos para si e para os outros.

Culpam-se pelo emprego indevido de sua criatividade e por todos os danos causados pelas idéias desastrosas que um dia tiveram.

Hoje preferem não dar mais palpites nas situações, assim poupam-se de mais embaraços com suas sugestões.

São inseguras, principalmente na frente dos outros. Pensam muito antes de dar qualquer opinião. Dependem da aprovação dos outros.

Não querem se expor ao ridículo com idéias infundáveis, para não serem alvo das críticas dos outros.

As maiores reprovações que alguém pode receber não são aquelas que advêm dos outros, mas sim, de si mesmo.

Quando a pessoa começa a criticar suas próprias idéias, achar que é besteira de sua cabeça e que jamais aquilo dará certo, ela estará se reprovando, consequentemente, reprimindo o fluxo de sua criatividade.

Não confiar na sua própria capacidade de administrar os obstáculos fragiliza as pessoas, tornando-as dependentes do apoio e da ajuda dos outros.

Essas atitudes das mulheres provocam frustrações e isolamento e, metafisicamente, podem também causar problemas ovarianos, tais como formações de cistos.

Para reverter essa condição interna e conquistar o bem-estar físico e emocional é necessário reconhecer o valor das suas idéias, permitir que elas fluam livremente, sugerindo-as diante de todos que estão a sua volta; permitir-se ser quem você é, não depender da aprovação dos outros, mas sim aprovar-se; sentir-se segura de si mesma e propor-se a tentar solucionar qualquer emaranhado da vida.

Não permita que os resultados desastrosos obtidos no passado bloqueiem sua criatividade presente; deixe verter da alma os apontamentos que indicam soluções, ainda que elas não advenham de um primeiro palpite.

Outros virão, aproximando você da solução dos problemas. Independente do desfecho de uma situação, o importante é participar do contexto.

Esteja sempre do seu lado, nunca contra si mesma, para não se culpar de nada que você faça. A culpa advém de um posicionamento a favor dos outros e contra si.

Por mais que no passado sua posição não tenha sido a contento dos outros, foi um posicionamento seu e isso tem um valor muito grande para si mesma. Não reprima sua força criativa, dê vazão a ela e seja autêntica.

TUBAS UTERINAS

ELABORAÇÃO DAS IDÉIAS. MANEIRA COMO SE EXPRESSA A CRIATIVIDADE.

Anteriormente conhecidas como trompas de falópio, as tubas uterinas são dois tubos musculares flexíveis, em forma de cornetas, medindo aproximadamente 12 cm de comprimento.

Formam uma espécie de canais que captam o óvulo assim que ele é liberado de um dos ovários, conduzindo-o em direção ao útero. E’ também onde ocorre a fecundação do óvulo.

Metafisicamente, as tubas uterinas estão relacionadas com a maneira que a mulher utiliza para expressar suas idéias, os argumentos utilizados para dar consistência àquilo que sugere, a capacidade de convencer os outros, de traçar uma linha de raciocínio que fundamente sua criatividade, possibilitando os meios de pôr em prática suas idéias, contando, inclusive, com a colaboração de todos.

A maneira como a pessoa apresenta suas ideias é tão importante quanto ter grandes idéias.

Uma boa apresentação de um ponto de vista é fundamental para conquistar a simpatia daqueles que compartilham da mesma situação, bem como para contar com a colaboração deles no sentido de averiguar a possibilidade sugerida.

Pode-se dizer que uma pessoa convincente transforma uma simples idéia em algo fabuloso, contagiando todos que estão envolvidos com o mesmo contexto, ao passo que a falta de habilidade para expor a criatividade faz com que a pessoa tenha excelentes idéias, porém não consiga transmiti-las. Por melhor que sejam suas “sacadas”, ninguém se motiva a averiguar aquela possibilidade, desperdiçando uma provável solução, somente porque ela não foi devidamente explicada, com uso de fortes argumentações.

Para ser convincente é necessário confiar em si mesmo. As pessoas seguras e determinadas, que não dependem da aprovação dos outros, colocam-se por inteiro naquilo que estão criando. Não ficam acanhadas para dar sugestões, nem tampouco preocupam-se com as opiniões dos outros. Também não depreciam suas próprias idéias, imaginando ser tolice as alternativas que surgem em sua mente; elas confiam naquilo que pensam. Essa atitude é fundamental para que a pessoa tenha fortes argumentos, para apresentar uma possibilidade que subitamente surge em sua mente.

Os problemas das tubas uterinas, metafisicamente, afetam as mulheres que não têm bom desembaraço para expor suas idéias aos outros. Têm medo de dar opiniões e ser criticadas. Quando vão sugerir algo, são subjetivas, ficam fazendo rodeios ao assunto e não colocam argumentos que mostrem o quanto suas idéias são cabíveis à situação. Ninguém fica convencido de que realmente vale a pena averiguar aquela possibilidade apresentada. O descrédito não é apenas dos outros, elas mesmas não ficam entusiasmadas a traçar um plano para colocar em prática seus intentos.

Por melhor que sejam as alternativas desvendadas por elas, não viabilizam condições para concretizá-las. Falta-lhes determinação para realizar sua criatividade.

São mulheres que não dependem somente da aprovação daqueles que as cercam, mas também são dependentes da colaboração de todos; pois não possuem autoestimulação e nem tampouco sabem gerenciar suas próprias atividades no sentido de concretizar aquilo que criam.

Há um fato curioso que frequentemente surge na vida dessas mulheres: elas dão boas sugestões, que não são acatadas por ninguém do grupo.

Depois de algum tempo, todos concluem que só há uma alternativa para solucionar o problema; curiosamente, é a mesma que elas tentaram falar anteriormente; porém, não conseguiram bons argumentos para convencer as pessoas do valor de suas idéias, que depois surgem como a única solução.

Situações como essas são frequentes na vida das mulheres que apresentam problemas nas tubas uterinas. Isso é causa de grande frustração e até mesmo revolta com as pessoas da convivência. Elas projetam suas frustrações nos outros, dizendo ser incompreendidas por todos, quando na verdade o maior problema não está na capacidade de compreensão dos outros, mas sim na dificuldade que elas apresentam de elaborar bons argumentou para as suas idéias.

Pode ser que a mulher esteja se sentindo presa, inconformada, entediada, limitada em alguma ou diversas áreas de sua vida, com algo ou alguém, ou pode ser que , por conta de seu núcleo familiar e social, tenha incorporado crenças sobre o que significa ser mulher que a deixam doente.

é importante observar-se em busca de mensagens negativas que podem ter sido interiorizadas na infância a respeito de ser uma mulher

Compilação

Valcapelli e Gasparetto 


 

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